
Maria Inês Correia é estudante do quarto ano da licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa. É também atleta na modalidade de Kickboxing. Em 2024, foi campeã nacional universitária, vitória que descreve como “especial”, porque “foi uma honra imensa” competir com a camisola da Católica. Na sua vida a Enfermagem e o Desporto misturam-se. Foi no Desporto que aprendeu a “importância da disciplina, do foco e da dedicação contínua para alcançar metas”. Sonho para o seu futuro como Enfermeira? “Fazer a diferença na vida daqueles que se cruzarem comigo.”
Quando é que surge o seu interesse pela Enfermagem?
O interesse pela Enfermagem surgiu de uma forma bastante pessoal e marcante. Foi durante um período em que um familiar meu adoeceu e começou a necessitar de cuidados hospitalares e no domicílio. Tive e ainda tenho a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho dos enfermeiros e, felizmente, encontrei sempre bons profissionais que me inspiraram com a sua dedicação e cuidado a um dia querer ser como eles.
De que forma é que a Enfermagem a realiza?
A Enfermagem realiza-me de várias maneiras. Em primeiro lugar, proporciona-me a oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas que estão a passar uma fase de vulnerabilidade. Em segundo lugar, a Enfermagem permite-me crescer de forma contínua tanto a nível pessoal como profissional através das experiências desafiantes e da constante aprendizagem. O facto de estar em contacto com diferentes pessoas com diferentes histórias muda a minha forma de pensar e torna-me mais empática, reflexiva, o que de facto é necessário para todos os dias estar em contacto com diferentes tipos de pessoas.
“O que mais me marca na Universidade Católica é a exigência e a disciplina para formar bons profissionais.”
Porquê estudar Enfermagem na Católica?
A Universidade Católica é realmente uma grande referência nacional. Quando decidi seguir o curso de Enfermagem, recebi várias recomendações de profissionais da saúde e outras pessoas de confiança para escolher esta instituição. O que mais me foi destacado por eles foi a excelência na formação oferecida, na área da enfermagem, e foi sem dúvida um fator decisivo na minha escolha.
O que é que tem sido mais marcante na sua vivência na Católica?
O que mais me marca na Universidade Católica é a exigência e a disciplina para formar bons profissionais, mas também a disponibilidade dos professores para nos ajudar e acompanhar.
Para além de estudante, é, também, atleta. Foi campeã nacional universitária de kickboxing na disciplina de low kick. O que representou esta vitória para si?
Todas as vitórias são importantes, no entanto cada uma carrega um significado único. Esta vitória foi especial porque foi o meu primeiro campeonato nacional universitário pela instituição que me está a formar e foi uma honra imensa. Para além disso, este ano de licenciatura foi bastante exigente e desafiador e foi um compromisso difícil conciliar o desporto com os estudos.
“O desporto ajuda-me porque exige disciplina e resistência mental.”
Quando é que começa a praticar esta modalidade?
Comecei a praticar kickboxing com 8 anos por influência de um familiar. O que eu mais gosto nesta modalidade é a disciplina rigorosa que exige, a adrenalina que sinto durante as competições e a preparação emocional que é um ponto fundamental para obter bons resultados.
O que é que o kickboxing traz para a sua vida?
O kickboxing ensina-me inúmeras lições. Aprendi a importância da disciplina, do foco e da dedicação contínua para alcançar metas, ensinou-me a importância do trabalho em equipa e do respeito pelo adversário, ensinou-me a manter a calma e a determinação, não só em cima do ringue, mas também em todos os desafios da minha vida. Para além de me proporcionar uma boa preparação física, também me realiza de forma pessoal. No âmbito profissional, o desporto ajuda-me porque exige disciplina e resistência mental que me irão ajudar a lidar com situações de stress e a manter a calma sob pressão, competências que são essenciais na área da Enfermagem. O espírito de perseverança e a capacidade de trabalhar arduamente para alcançar objetivos é algo que aplico tanto nos treinos quanto no curso de Enfermagem.
“(…) a morte é uma parte inevitável da vida, mas que continua a requerer respeito, apoio e conforto.”
O que é que sonha para o seu futuro como enfermeira?
Sonho em ser uma excelente profissional. Sonho fazer a diferença na vida daqueles que se cruzarem comigo.
Que episódios não esquece dos estágios que realizou no âmbito da licenciatura?
Nos estágios que realizei o que mais me marcou foi acompanhar as pessoas em fim de vida e aprender que a morte é uma parte inevitável da vida, mas que continua a requerer respeito, apoio e conforto. Mas também me marcaram muitas histórias de transição de vida de algumas pessoas, umas que recuperaram de doenças e iniciaram uma nova fase de vida e outras em que surge uma doença que transforma totalmente a vida da pessoa e em todo esse processo acompanhar a resiliência que têm para encarar a nova fase é inspirador.
Qual é a missão de um enfermeiro?
Como pude aprender ao longo destes 4 anos de curso, ser enfermeiro é essencialmente cuidar de forma holística.
Pessoas em Destaque é uma rubrica de entrevistas da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional do Porto.